Kroton investe em expansão das ferramentas de aprendizado

nov 24, 2014 by     No Comments    Posted under: Notícias

Pensar fora da caixa é uma expressão que está na ordem do dia para grande parte das empresas no caminho para os chamados diferenciais competitivos. Alcançar esse estágio, porém, não é tarefa simples. Maior grupo de ensino do mundo, a brasileira Kroton está exatamente nessa trilha. Após fazer a lição de casa e consolidar uma nova infraestrutura de tecnologia em meio à integração com a Anhanguera, a companhia planeja agora saltos mais ambiciosos sob o impulso da inovação.

“Como já estamos com o back office resolvido, o foco agora é oferecer mais serviços e uma experiência de ensino diferenciada”, diz Ailton Brandão, diretor de Tecnologia da Informação da Kroton.

Um primeiro mote é o conceito de adaptive learning, que usa a tecnologia para oferecer conteúdos personalizados aos alunos. A Kroton está desenvolvendo quatro pilotos nessa área. Para testar as soluções, a empresa avaliou 50 companhias de software em nove países. Tocados por quatro fornecedores, os projetos são voltados a quatro vetores: matemática; português; preparação de alunos de direito para o curso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); e os estudantes de engenharia do último semestre do quarto ano. Essa última ponta envolve todos os alunos da operação combinada com a Anhanguera.

Essas aplicações capturam todas as interações do aluno com as plataformas da Kroton. Após uma série de análises, o estudante recebe, via dispositivos móveis, pílulas de conteúdo adaptadas ao seu estágio de aprendizado e perfil de apreensão. Um aluno mais afeito aos gráficos, por exemplo, tem acesso a conteúdos nesse formato. “Cada aluno tem um avanço e uma lacuna diferente”, diz Brandão.

O plano é avaliar o desempenho das soluções em médio prazo. Concluído esse processo, a Kroton trabalha com três possibilidades: a compra das licenças do software; o desenvolvimento interno dessas soluções ou mesmo a aquisição de algum desses fornecedores. “Queremos sair na frente nesse conceito”, diz Frederico Abreu, diretor financeiro da Kroton. “Vamos dar mais peso à inovação. Criamos uma vice-presidência para essa área e estamos mapeando todos os projetos com essa característica dentro da companhia”, afirma.

A mobilidade também integra a estratégia da Kroton. Uma das novidades é a incorporação de uma solução usada pela Anhanguera. O aplicativo para Android, iOS e Windows Phone permite que os alunos tenham acesso a conteúdos pedagógicos como aulas gravadas e outros objetos de aprendizagem. Ao contrário de outras instituições, o grupo não está investindo na oferta de tablets para os seus alunos. “Não queremos impor um equipamento de determinada marca. Nossa prioridade é investir nos aplicativos para aprimorar o relacionamento e aumentar o engajamento por meio de uma comunicação individualizada”, observa Brandão.

O relacionamento com os alunos é a base para o lançamento de serviços no entorno das atividades principais da Kroton. Uma primeira iniciativa é o Conecta, portal de empregos que conecta alunos e ex-alunos com empresas que estão buscando profissionais. Lançado há três meses em Rondonópolis e Cuiabá, o portal chegará a outras praças em 2015. “Além de unir essas duas pontas, o portal nos permite identificar quais são as necessidades do mercado e melhorar o nosso modelo de ensino a partir desses dados”, explica Brandão.

Um dos desafios do setor, a retenção de alunos é outra frente de atenção. A Kroton investiu em sistemas analíticos para identificar possíveis problemas como frequência nas aulas, entrega de trabalhos e atrasos em mensalidades. A partir desses dados, a instituição entra em contato com o aluno e tenta encontrar uma alternativa.

Para suportar esses novos projetos, a Kroton trabalhou em três frentes. A primeira foi a migração do data center próprio para o centro de dados da T-Systems. A empresa também investiu em um projeto com a Informatica para conectar as iniciativas de inovação aos seus sistemas transacionais. Uma terceira etapa envolveu um projeto com a Service IT, para a implementação de um novo banco de dados, com mais capacidade de processamento. Nessa última fase, um dos benefícios foi a redução de 75% no tempo para integrar — sob o ponto de vista de sistemas — todos os dados na virada do semestre, o que inclui o controle de alunos aprovados e reprovados, e a recepção de novos estudantes. “Se não tivéssemos essa nova estrutura, fatalmente teríamos um grande gargalo pela frente”, diz Brandão.

Fonte: brasileconomico.ig.com.br

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