Estácio negocia aquisição da Affero

ago 30, 2013 by     No Comments    Posted under: Notícias

A Estácio está negociando a compra de 100% da Affero, uma das principais empresas de educação corporativa, por R$ 200 milhões, segundo o Valor apurou.

Ainda de acordo com fontes do setor, a proposta foi apresentada ontem ao conselho de administração da Estácio, que nega a transação. O montante da aquisição eqüivale a dez vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Affero previsto para este ano. A receita bruta estimada para a empresa de educação corporativa é de R$ 99 milhões.

Fruto da fusão de três empresas, a Affero tem atualmente como sócios a gestora BR Investimentos, que detém uma participação de 40%, e a Qempar, holding que reúne as três empresas fundadoras Edu Web, Milestone e QuickMind.

Porém, a transação, cujas conversas iniciaram em abril, enfrenta dois obstáculos. A primeira delas é que paralelamente à operação com a Estácio a Affero também negocia uma associação com a Lab SSJ, outra importante empresa de educação corporativa. “A grande dúvida da Affero é fazer uma fusão com a Lab SSJ e se tornar uma grande em presa em seu segmento ou fechar com a Estácio”, disse uma fonte.

O presidente da Affero, Eãbio Barcellos, informou que não pretende vender a empresa e que está mais inclinado a negócios que tragam expansão.

Há uma complementariedade eirtre Affero e Lab em vários pontos. A Affero é forte no segmento de ensino a distância e conta com uma moderna plataforma tecnológica. Já a Lab SSJ é reconhecida por seus cursos presenciais, tem professores próprios, mas o sistema de TI é defasado.

Tanto a Affero quanto a Lab SSJ têm grandes clientes como Natura, Vivo e Vale. Estas companhias costumam investir na capacitação de seus funcionários. O problema é que o poder de negociação com empresas desse porte fica enfraquecido e por isso há o interesse na fusão. Segundo fontes, a Estácio também conversou com a Lab SSJ, mas optou por fazer uma proposta pela Affero.

Outro obstáculo é um grupo de minoritários do GP Investment, principal acionista da Estácio. Estes minoritários são contra a aquisição da Affero. Além do valor da compra, considerado alto na avaliação desses acionistas que preferiram não se identificar, eles questionam a dependência da Affero de dois clientes: a Vivo e a Vale.

Segundo os minoritários, nos nove primeiros meses do ano passado, a receita da Affero somou R$ 47 milhões, sendo que R$ 25 milhões foram provenientes da Vivo e R$ 7 milhões da Vale. “É um desembolso de caixa muito alto para compra de uma empresa com alto risco”, disse um representante dos minoritários.

Não é a primeira vez que os minoritários mostram-se insatisfeitos com a GP. A principal queixa desse grupo diz respeito aos dividendos pagos pela gestora. “Não estou acompanhando essa transação da Estácio com a Affero. Estou é insatisfeito com a GP”, disse James Gulbrandsen, sócio da gestora americana NCH que tem participação na GP. A NCH também tem uma fatia ira Kroton.

Uma das estratégias de expansão e diversificação de negócio da Estácio é a área de educação corporativa. No fim do ano passado, a companhia criou uma nova diretoria para cursos não regidados pelo MEC e contratou Marcos Noll Barboza, ex-presidente da HSM, para liderar essa área. Uma aquisição de uma empresa com renome no mercado serviria para a Estácio dar um salto no segmento corporativo.

Fonte  Valor Econômico

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