FMU planeja quase dobrar de tamanho até 2015

abr 10, 2013 by     No Comments    Posted under: Gestão Educacional

Uma das faculdades mais cobiçadas por investidores, a FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) entrou no segmento de ensino a distância e tem planos ambiciosos de crescimento para os próximos anos.

A meta do grupo educacional é chegar em 2015 com 170 mil alunos, o que equivale a quase dobrar de tamanho. Hoje, são 90 mil estudantes distribuídos em 40 prédios na capital de São Paulo. A mola propulsora dessa expansão será o ensino a distância.

 

“Dos 170 mil alunos, cerca de 50 mil serão de ensino a distância. Somente entre dezembro de 2012 e março deste ano, matriculamos 3 mil alunos da pós-graduação”, disse Arthur Sperandéo de Macedo, vice-reitor executivo da FMU.

 

Outro fator que ajudará esse crescimento é o FIES do governo federal. Hoje, só 10% de seus alunos tem o crédito, mas a previsão é que esse percentual atinja 35% no fim do próximo ano. Segundo o executivo, com o Fies muitos alunos migraram para a FMU, cujo tíquete médio é de R$ 650. Nos grupos consolidadores, as mensalidades variam de R$ 400 a R$ 540.

Contratado em 2008, Macedo foi chamado para reestruturar a faculdade. Apesar de ser bastante conhecida no mercado, o número de alunos estava estagnado, na casa dos 25 mil. Isso porque a FMU era conhecida apenas pelos seus cursos de direito e de saúde.

“Abrimos novos cursos de nichos como gastronomia, design, estética, comunicação. Esses cursos representam só 10% da base de alunos da graduação, mas abriram espaço para cursos de extensão e pós-graduação nessas mesmas áreas. Também investimos forte nas engenharias”, disse o executivo. “Deixamos de ser conhecidos apenas pelos cursos de direito e saúde.” Assim, a base de alunos saltou dos 25 mil para 90 mil nos últimos quatro anos.

Essa reestruturação da FMU aconteceu em um momento em que Anhanguera, Estácio e Kroton se capitalizaram com suas ofertas iniciais de ações (IPOs) em 2007. Para não ser atropelada ou até mesmo adquirida pelos concorrentes, a faculdade paulistana precisava se profissionalizar e se posicionar no mercado.

Até hoje, a FMU tem resistido às ofertas de investidores que, segundo fontes do setor, não são poucas. Recentemente, circulava no mercado a informação de que o gigante americano Apollo bateu à porta do grupo de ensino.

 

“Não estamos à venda. Temos inclusive um projeto de expansão orgânica”, afirmou Macedo. Mas o próprio executivo admite que a FMU tende a ser muito cortejada porque é um dos últimos ativos de grande porte em São Paulo, ao lado de Unip e Uninove.

Fundada há 45 anos pelo professor Edevaldo Alves da Silva, a FMU é um grupo de ensino familiar. Sua esposa, Labibi Elias Alves da Silva, é a reitora e seus dois filhos também estão no dia a dia da operação. Além da FMU, o professor Edevaldo detém participação de 50% na Uniceub – Centro Universitário de Brasília.

Fonte: Beth Koike | Jornal Valor Econômico,

04/04/2013

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