Estácio ganha escala e tem aumento de lucro e de receita

mar 27, 2013 by     No Comments    Posted under: Notícias

A Estácio registrou crescimento expressivo nos balanços do quarto trimestre e do acumulado do ano passado. O lucro líquido do grupo educacional carioca cresceu 520,8% para R$ 14,9 milhões.

Desconsiderando as cinco aquisições realizadas no ano passado, o aumento foi de 437,5%. No ano passado, a Estácio comprou as faculdades Seama, iDez, Uniuol, Fargs e São Luís todas de pequeno porte.

O Ebitda (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também teve um desempenho expressivo, com crescimento de 114,7% atingindo R$ 48,3 milhões no último trimestre. A margem aumentou 4,5 pontos percentuais para 15,2%

A receita líquida somou R$ 361,7 milhões, o que representa um avanço de quase 23%.

“Conseguimos ganhar escala. Por isso, temos um crescimento de lucro e Ebitda bem superior à receita. Já nossos custos, não acompanham esse crescimento”, explicou Rogério Melzi, presidente da Estácio. No quarto trimestre, os custos dos serviços prestados aumentou 20,9%.

A companhia encerrou o ano passado com 271,5 mil matriculados, o que representa uma elevação de 13,1% em relação a 2011. Sem considerar as aquisições, o crescimento foi de 9,5%.

Em relação ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), a Estácio encerrou o ano com 41,3 mil alunos estudando com a ajuda dessa linha de crédito. Esse volume representa expansão de 173% sobre 2011, alcançando 19,7% da base de alunos de graduação presencial da companhia. Melzi explicou que não contabiliza como receita os alunos que não conseguiram a linha do governo federal.

“Quando o aluno não consegue o financiamento, faturamos a mensalidade diretamente para o aluno. Não contabilizamos na receita”, explica Melzi. Caso o aluno consiga a aprovação do empréstimo estudantil após alguns meses e já tenha pago mensalidades, ele pode ter o dinheiro restituído. Segundo o executivo, no segundo semestre do ano passado, havia na Estácio 2.160 alunos impedidos de obter o financiamento, mas a maioria era porque esses estudantes não conseguiram notas mínimas para aprovação nas disciplinas um dos fatores que impedem a renovação do Fies. A outra pequena parcela pagou com recursos próprios o semestre ou desistiu do curso.

No vestibular deste início de ano, a Estácio prevê crescimento orgânico entre 12% a 15% no volume de novos alunos de graduação. Boa parte dessa expansão será puxada pelos cursos a distância.

Ação da Anhanguera cai após resultados

O mercado recebeu mal os resultados do quarto trimestre da Anhanguera. Os papéis da companhia encerraram o dia com queda de 8%, cotados a R$ 33,12.

Segundo os analistas, três razões motivaram a queda da ação: as previsões de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2013, número de novos alunos matriculados neste começo de ano e o cancelamento de uma receita de R$ 13,4 milhões proveniente de mensalidades de 5,1 mil alunos que não conseguiram o Fies (financiamento estudantil) porque estavam com no

me no Serasa. Um liminar judicial, de agosto, impedia estudantes com restrição financeira de ter acesso ao Fies. No fim do ano, o governo mudou as regras.

“O Ebitda anunciado pela empresa veio entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões abaixo do topo do intervalo esperado”, disse Luciano Campos, analista da HSBC Corretora. A Anhanguera prevê neste ano um Ebitda de R$ 400 milhões, com variação de 5%. Ainda, segundo Campos, o aumento de 11,7% no número de novos alunos ficou abaixo do esperado. A expectativa era de que a Anhanguera acompanhasse os percentuais de sua concorrente

Kroton, que divulgou um crescimento de 21% nesse quesito.

Outro fator que afetou o humor do mercado foi a questão envolvendo o Fies. Segundo um analista do setor, o grande problema não foi o cancelamento da receita em si, mas o fato de a companhia não ter sinalizado que estava contabilizando em sua receita os alunos de Fies com restrições de crédito. “A Anhanguera é vista com certa desconfiança desde 2011, quando fazia ajustes em seu balanço com efeitos não-recorrentes. Reconhecer uma receita e depois cancelar não é uma atitude bem vista pelo mercado”, disse o analista, que prefere não ser identificado.

Fonte  Valor Econômico
Edição  27/03/2013

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