Empresas de educação vão às compras

jan 2, 2013 by     No Comments    Posted under: Notícias

Movimento de consolidação do setor, verificado no ano passado, deve se repetir este ano. Só a Anhanguera pretende investir R$40 milhões em aquisições. Setor de educação vai continuar se expandindo com aquisições em 2013

Empresas como Kroton, Abril Educação e Anhanquera já sinalizaram que vão seguir neste caminho

As empresas brasileiras do setor de educação estão dispostas a dar continuidade em 2013 na onda de aquisições vista neste ano. E entre as empresas dispostas a seguir neste caminho está a Kroton, comanda por Rodrigo Galindo. Na visão da equipe do banco Fator, a empresa deve se beneficiar do bom momento que o setor de educação atravessa no Brasil, como foco do governo em facilitar uma maior difusão do ensino superior no país via implementação do Fies (programa de financiamento do governo). “O sucesso nos processos de aquisições ao longo do ano (como a compra da catarinense Uniasselvi por R$ 510 milhões) e a forte geração de caixa permitirão a companhia expandir sua participação no Fies e realizar novas aquisições em 2013″, destaca Paulo Gaia, estrategista do Fator.

Quem também está disposta a crescer é o Grupo Multi, que controla as marcas Wizard, Yázigi, Skill e Microlins. E o caminho encontrado pela empresa para atingir esse objetivo é a abertura de capital da companhia (IPO), que segundo o novo presidente Giovanni Giovanne- lli pode ocorrer neste ano, dependendo das condições de mercado. “Apesar da alavancagem relativamente baixa, a oferta serviria para financiar outras aquisições no fragmentado segmento de idiomas. Observamos que CCAA, Wise Up e Up Time são alvos em potencial”, destaca Mareio Osako, analista do J.Safra.

Atenta também às oportunidades do segmento de línguas estrangeiras, a Abril Educação deve fazer aquisições para expandir seus negócios nessa área, aposta a equipe do J. Safra. Segundo Osako, o plano inicial da Abril Educação é abrir 100 novas franquias da Red Balloon, nos próximos dois anos (a rede possui no momento 34 unidades). “Para obter uma posição de liderança, contudo, a estratégia da companhia deve envolver a aquisição de um outro player com maior presença no segmento de adolescentes e adultos para capturar o forte crescimento estimado para os cursos de idiomas”, pondera o analista.

De acordo com a equipe do Itaú Corretora, a Abril Educação deve sustentar seu bom momento operacional em 2013 e continuar procurando boas oportunidades inorgânicas de crescimento no curto prazo. Mário Ghio, diretor de sistemas de ensino, escolas e cursos preparatórios da Abril Educação já afirmou que a adição da companhia em 2013 provavelmente será ainda mais forte, com o grupo de educação Anglo (que possui o ticket e as margens mais altas)continuando a ser o maior contribuinte .

“Para acelerar o crescimento e fortalecer seu posicionamento, a Abril Educação está buscando outras aquisições no setor, por exemplo, escolas de educação básica, fornecedores de sistemas de ensino, outros cursos complementares, além de idiomas”, reitera Osako que lembra que a empresa chegou a mencionar que players pequenos têm procurado a companhia para negociar sua venda,devido à concorrência mais acirrada e ao processo de consolidação em andamento.

Estratégia

O setor de educação deve seguir aquecido até 2015, na visão do HSBC, quando o total de alunos matriculados em ensino superior no mercado privado do país chegará a 6 milhões. “E importante os investidores prestarem atenção ao fato de que um pico mais elevado também significa uma queda mais acentuada depois que ele acontecer”, ponderam os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini.

E na contramão dos ambiciosos planos de aquisição do setor, a Anhanguera, que já realizou cerca de 40 aquisições, optou por seguir um caminho diferente dos seus concorrentes em 2013. Nos planos da companhia está previsto um tímido investimento de R$ 30 milhões a RS 40 milhões para aquisições seletivas, com foco na expansão em novas regiões. “Concentrada em São Paulo, a companhia enfatizou sua cobertura de distribuição limitada com nenhuma/baixa presença em capitais como Salvador, Recife e Curitiba”, destaca Osako, analista do J.Safra. Para ele, os novos investimentos devem adicionar apenas 2,4% à atual base de matrículas, representando um “pequeno impacto nas margens”.

A expansão da Anhanguera deve ser focada neste ano na plataforma de ensino a distância. “A companhia reafirmou a expectativa de obter a aprovação do Ministério da Educação para abrir 200 pólos em 2013, dobrando a atual extensão de distribuição.” Já quanto à base existente, a companhia já afirmou que espera atingir 200 mil alunos (ante 150 mil em 2012).

Fonte: Brasil Econômico
Data de Edição  02/01/2013

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