Grupos de ensino do país estão entre os maiores do mundo

nov 22, 2012 by     No Comments    Posted under: Notícias

A brasileira Kroton e a chinesa New Oriental disputam palmo a palmo a liderança entre as maiores empresas de educação listadas em bolsa no mundo, segundo ranking elaborado pelo Valor Data com dados da Economática.

Na quarta-feira, o valor de mercado da New Oriental era de US$ 3,025 bilhões e o da Kroton, US$ 2,904 bilhões. Mas essa posição vem se alterando a cada fechamento de pregão. Há cerca de dez dias, a liderança era da brasileira.

Nesse ranking há apenas empresas com ações em bolsa. Com isso, ficam de fora grandes grupos de ensino como a prestigiada Harvard, cuja receita somou US$ 3,7 bilhões no último ano fiscal, mas que não tem ações negociadas em bolsa. Outro ponto é que o que setor de educação tem poucas empresas com volume expressivo de ações negociadas, uma vez que ainda é forte a presença do Estado no ensino, principalmente, na Europa. As empresas de educação mais ativas no mercado de capitais são dos Estados Unidos, do Brasil e de países da Ásia como Coreia, China, Cingapura e Índia.

A presença de grupos educacionais brasileiros no ranking das dez maiores é consequência de uma combinação de fatores nos mercados local e internacional.

A americana Apollo, que por muitos anos foi a líder, viu suas ações caírem consideravelmente neste ano por conta de redução constante no volume de matrículas em uma de suas principais operações, a University of Phoenix, por conta do cenário econômico nos Estados Unidos. Nos últimos 12 meses, o Apollo teve desvalorização de 64,3%. Analistas estão recomendando a venda deste papel. A Apollo encerrou seu último ano fiscal com receita líquida de US$ 4,3 bilhões, com queda de 9,7% em relação a igual período do ano fiscal anterior. “Reiteramos venda do papel e redução do preço-alvo de R$ 25 para R$ 21″, informa relatório do Deustche, no mês passado.

A chinesa New Oriental não tem problemas com a demanda. A receita líquida cresceu 38,3% no último ano fiscal para US$ 771,7 milhões. Mas o valor de mercado da New Oriental sofreu um revés. Em 17 de julho, a SEC (a CVM americana) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades no seu balanço e nesse dia o valor da ação caiu 28%. Nos últimos 12 meses, a desvalorização é de 16,2%.

As brasileiras, por sua vez, estão de vento em popa, principalmente nos dois últimos trimestres. A mineira Kroton tornou-se a “queridinha” do setor, após comprar a Unopar por R$ 1,3 bilhão em dezembro. De lá para cá, suas ações subiram 245,3%.

Entre as 10 maiores, apenas os papéis das brasileiras tiveram valorização nos últimos 12 meses (ver gráfico). As ações das cinco americanas e da chinesa caíram.

O otimismo dos investidores é fundamentado nas expectativas de expansão para o setor de educação no Brasil. “O mercado brasileiro de ensino vive uma nova onda de crescimento com o Fies [ financiamento estudantil do governo federal], que abriu possibilidade para estudantes com menor renda irem para a faculdade”, disse Bruno Giardino, analista da corretora do Santander.

Até outubro deste ano, 338 mil pessoas contrataram o Fies. Em todo o ano passado foram 154 mil, segundo dados do MEC. “Nos Estados Unidos, o mercado de educação já é maduro, com muitos alunos no ensino superior e o financiamento estudantil também é bem difundido”, observou Giardino.

Outro fator que atrai os investidores, segundo o analista do santander, é que as quatro empresas brasileiras de ensino estão investindo em projetos para aumentar a margem de lucro e não apenas no tamanho do negócio.

Fonte: Valor Econômico Online

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