Escola que cobra mensalidade de até R$ 500 é a que mais cresce em SP

nov 19, 2012 by     No Comments    Posted under: Notícias

Quando Juraci e Nelson Silva vieram morar em São Paulo, há 40 anos, não tinham trabalho registrado, moravam de aluguel e ganhavam “bem pouquinho”. Como a maioria dos vizinhos no Grajaú, zona sul, não tinha condições de pagar um colégio particular para as duas filhas.

Hoje, eles têm casa própria, carro, televisão e uma neta matriculada em escola privada. A renda mensal familiar é de R$ 3.000. “Não somos ricos, mas temos condições.”

Essa é a história de muitas famílias que ascenderam à classe média e passaram a matricular seus filhos em escolas particulares.

Segundo pesquisa Datafolha de janeiro deste ano, a classe média cresceu de 57% para 63% do total da população do país, entre 2001 e 2011, enquanto a porcentagem dos excluídos caiu de 33% para 28%.

Levantamento em 962 escolas da capital, por meio do guia “Escolha a escola”, da Folha (www.folha.com.br/educacao), revela que as instituições que mais cresceram nos últimos dez anos foram aquelas que cobram mensalidades de até R$ 500.

Elas tiveram um aumento de 147% nas matrículas desde 2001. Nos colégios que cobram mais que isso em pelo menos uma das suas etapas, a alta foi de apenas 15%.

Nesse período, as matrículas na rede pública caíram 14%. Segundo a amostra, 38% dos alunos da rede privada estão em escolas que custam até R$ 500 por mês.

A análise também revelou que 47% dos colégios com mensalidade nessa faixa de preço foram abertos nos últimos dez anos, sendo que, entre os que cobram mais de R$ 500, a proporção é de 23%.

ESCOLA DO BAIRRO

O Instituto Nossa Senhora das Graças, no Parque Edu Chaves, zona norte, é um exemplo dessa expansão. Com mensalidades entre R$ 258 e R$ 492, o colégio veio atender “a uma necessidade do bairro”, segundo a proprietária, Darléia dos Santos.

Criado em 2000, o Ingra tinha 85 matrículas. Hoje, são 750, um aumento de 782%. Segundo ela, a maioria dos alunos até o quinto ano está no colégio desde o infantil. A partir do sexto ano, 40% das novas matrículas são de alunos vindos da rede pública.

Foi o caso da filha mais velha da professora Evelyn Zanni. Júlia, 13, estudou na rede pública até o 4º ano, quando foi para colégio particular.

Sua irmã, Bianca, 8, já começou na rede privada. Achei que as oportunidades seriam melhores. Quero que elas façam faculdade e intercâmbio no exterior”, planeja Evelyn.

Fonte: folha.uol.com.br

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