Pearson aposta no mercado brasileiro de livros didáticos

nov 13, 2012 by     No Comments    Posted under: Notícias

Entre as principais fornecedoras de materiais didáticos e editoração, a inglesa Pearson já vê o Brasil como um dos principais mercados do grupo. Para 2013 a empresa prevê um crescimento na casa de dois dígitos e contará com a alta dos investimentos do governo federal  em educação para abocanhar novas parcerias público-privadas (PPPs).

“Tratamos o governo como um cliente em potencial. Hoje a União investe mais em educação e a Pearson prepara materiais exclusivos para esse tipo de serviço”, argumentou Laércio Dona, diretor de Ensino Superior e Idiomas da Pearson no Brasil.

Segundo o executivo, a gigante internacional atua hoje com três principais frentes: a de educação, a de serviços financeiros  e a editora. “Para entrar no Brasil de forma abrangente, ano passado  compramos uma fatia da Companhia das Letras, para oferecermos nossos serviços editoriais.”

Com a entrada o grupo passou a atuar de maneira mais ampla na demanda de soluções educacionais. “Criamos aqui soluções como a Biblioteca Nacional, que disponibiliza para o usuário mais de duas mil opções de títulos para download”, completou.

Hoje redes como Anhanguera, Estácio e Kroton já usam as ferramentas voltadas para educação que o grupo fornece.

Na última semana, a holding britânica se uniu à alemã Bertelsmann. Agora a editora Penguin (da Pearson) e a Random House (da Bertelsmann) criaram um braço gigante que entra no mercado mundial em busca de espaço também no meio eletrônico.

“Com a compra de parte da Companhia das Letras, a Penguin também está presente no Brasil, em busca do mercado editorial por aqui”, disse Dona.

A Random House é a editora número um nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto a Penguin é conhecida no mundo todo e também está bem implantada nos mercados que registram forte crescimento.

Outra aposta para 2013, na opinião de Dona, fica por conta do incremento do faturamento apoiado na alta do ensino de idiomas.  “Com a perspectiva de mudança comportamental do brasileiro, que deverá começar a buscar uma segunda língua com mais frequência, temos muito espaço para crescimento nessa área”, disse ele.

Fatores como eventos globais como a realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 também influem nesse mercado.

“Já trabalhamos com venda de material para empresas que buscam capacitação dos funcionários para esses eventos”, argumentou, lembrando que apenas 5% dos brasileiros hoje falam inglês fluente.

“Em outros mercados de destaque para a Pearson, como a China e Índia, já  um alto índice da população tem uma segunda língua, então esse é um mercado que a Pearson  vê como potencial no Brasil.”

Ensino básico

Outro forte braço dentro da Pearson, o ensino básico e médio, também conta com boas expectativas para o mercado ano que vem. Dona das redes Dom Bosco, Pueri Domus e COC, a rede aposta na alta do ensino privado para manter um ritmo de crescimento de dois dígitos em 2013.

“As nossas marcas hoje atendem todos os públicos, e oferecemos opções de ensino para demandas diferentes da população”, explicou Meckler Nunes, diretor-superintendente de Educação Básica da Pearson no Brasil.

Segundo o executivo, o grupo atua em todas as regiões do País, com destaque especial para o  Núcleo de Apoio a Municípios e Estados (Name), marca da empresa que oferece ferramentas educacionais para o ensino público.

“O Name hoje atende 140 municípios e é um dos braços mais promissores de negócios da empresa”, disse Nunes, que estima um crescimento de dois dígitos do número de alunos atendidos pela rede em 2013.

Com relação às escolas privadas, os números da Pearson também são positivos: hoje a rede conta com 1.033 escolas de educação básica parceira dos sistemas de ensino do grupo. “Isso vem através das parcerias da empresa com as nossas marcas COC, Dom Bosco e Pueri Domus.”

Fonte: panoramabrasil.com.br

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