Escolas infantis investem na adaptação do aluno

fev 1, 2012 by     No Comments    Posted under: Notícias

Para evitar choro, pais podem participar dos primeiros dias de aula, em um processo gradativo que conta até com psicopedagoga 

Início de ano letivo significa, além de novos horários, hábitos e gastos, choro na porta das escolas – especialmente naquelas que cuidam de crianças pequenas. No intuito de amenizar o impacto da separação dos pais de primeira viagem e dos filhos que acabam de ingressar na educação infantil, escolas particulares procuram adaptar gradativamente os novos alunos e oferecem até psicopedagogas para auxiliar as famílias.

Segundo especialistas, o medo, a tensão e a ansiedade que rondam os primeiros dias de aula podem ser passados dos pais, nervosos com a situação, para as crianças, já assustadas com as novidades. Para evitar que o processo se torne ainda mais traumático e culmine em gritos e lágrimas, o ideal é que as famílias sintam o máximo de confiança possível na escola escolhida.

“Os pais ficam muito preocupados em como vão ser esses primeiros dias desde a hora de fazer a matrícula”, afirma Cristina Marcondes, orientadora educacional da educação infantil da Escola Stance Dual. “Por isso, antes de começar as aulas, fazemos uma reunião específica para essas famílias, onde abordamos os modos com que lidamos com mamadeira, chupeta e fralda, por exemplo, além de apresentarmos os professores e explicarmos como adaptamos os alunos.”

Outra forma que as pré-escolas encontram para acalmar os pais mais inseguros é fazer entrevistas com eles, onde uma ficha com todos os dados da criança é preenchida. Detalhes como se a mãe teve problemas no parto e se o filho tem restrições alimentares, alergias e medicações fixas são destacados.

“A escola perguntou coisas da rotina da criança, o que achei bem interessante. Por exemplo, perguntaram se, quando minha filha acorda, ela fica tranquila ou assustada”, diz a advogada Patrícia de Sá Pinto, de 28 anos, mãe de Beatriz, de 2, que acaba de se matricular na pré-escola do Colégio Renovação. “Essas coisas deixam a gente mais tranquila, porque mostra que eles estão atentos às peculiaridades de cada criança.”

Primeiros dias. Hoje, grande parte das escolinhas particulares permite que os pais participem dos primeiros dias de aula. Normalmente, o processo ocorre de forma gradativa. No primeiro dia, pai e filho ficam por cerca de uma ou duas horas na escola – algumas permitem, nessa fase, que os pais fiquem ao alcance das crianças. Conforme as semanas vão passando, o tempo de permanência da criança vai aumentando progressivamente, até a ambientação completa.

“Esse é um período de conquista: o aluno precisa ser conquistado pela escola”, explica Camila D’Amico, coordenadora pedagógica da educação infantil do Colégio Graphein. A escola oferece um espaço onde os pais permanecem nos primeiros dias, além de deixar uma orientadora educacional dedicada exclusivamente a conversar com eles. “Também deixamos, nesse começo, as crianças trazerem um objeto de apego, como um bicho de pelúcia”, conta Camila.

Mas, mesmo com todos os cuidados, os pais ficam nervosos e as crianças choram – e muito – ao serem separadas deles. Segundo especialistas, é preciso ter coragem para lidar com a situação.

“A mãe deve ser firme, porque esse choro é muito comum. Ela deve participar desses primeiros dias mas, se ficar junto do filho o tempo inteiro, a adaptação não ocorre”, afirma Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luiz. “O começo nunca é fácil. Tem criança que chora até dois meses depois de as aulas começarem. Os pais devem ser fortes.”

 

Fonte: @estadao

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