Novos alunos a um clique

jan 27, 2012 by     2 Comments    Posted under: Ações, Cases, Marketing Digital

Novidade no mercado brasileiro, o serviço de geração de leads pela internet promete consolidar novas matrículas de acordo com o interesse dos próprios alunos. Saiba como aproveitar a ferramenta

O promissor mercado brasileiro de ensino superior, especialmente nos últimos anos, vem chamando a atenção de instituições, empresas e investidores de outros países. Uma das últimas investidas de grupos estrangeiros no Brasil está relacionada a captação de alunos por meio da internet. O serviço de geração de leads universitários que chega às instituições brasileiras é uma aposta já bastante desenvolvida nos Estados Unidos e em países da Europa e promete converter eminentes vestibulandos em alunos em 24 horas.

Para isso, no entanto, requer um certo investimento da instituição e atenção ao seu bem mais precioso: o aluno.

Importado do inglês, o termo lead ado-tado pelo marketing significa “cliente em potencial”. Na prática o serviço oferecido consiste em identificar e mapear o interesse de potenciais alunos que navegam na internet à procura de informações sobre vestibulares, cursos de graduação ou pós, e instituições de ensino. Com o cadastro dos vestibulandos na mão, o trabalho passa a ser convencê-los a optar pela instituição.

Contato direto A espanhola Educaedu, há três anos atravessou o Atlântico para prospectar leads em terras brasileiras. Com presença em 22 países, por aqui ela conquistou clientes como a Anhanguera, a Trevisan, a Estácio, a ESPM e a Universidade Gama Filho.

A organização foi fundada em 2001 com o lançamento de três sites de informação educacional da Espanha. Atualmente, só o Educaedu promove 103.703 cursos, que podem ser acessados em nove idiomas. No Brasil, o site contabilizou, em 2011,12 milhões de visitas. Segundo Manuel Echeazarra, diretor comercial no Brasil, a taxa de conversão em alunos matriculados é da média de 8% a 12%.

Partindo de um caso brasileiro ocorrido em 2010, Echeazarra dá um exemplo de como o serviço pode ser benéfico para uma instituição. “Uma universidade investiu R$ 300 mil na Educaedu e recebeu a consulta de 10 mil alunos interessados em seus cursos, sendo que 10% se matricularam no mesmo ano. A instituição obteve um faturamento de R$ 3.800 milhões. Mais de 1.000% em cima do valor inicial”, avalia.

Especializada em marketing direto, a norte-americana QuinStreet, chegou há um ano ao Brasil com o /ovon-how de atendimento de mais de 800 instituições de ensino, entre elas a Universidade de Phoenix, nos Estados Unidos. “Nossa expertise permite encontrar pessoas que estão on-line, procurando por um curso, oferecer a elas toda a experiência da escola e entregar leads qualificados em volume e escala competitivos paras as instituições de ensino”, afirma Pedro Yue, diretor-geral da empresa.

Fundada em 1999, com ações na Nasdaq e uma receita de US$ 250 milhões, a companhia também opera no segmento financeiro, tecnológico, de serviços domésticos e saúde. No Brasil, a QuinStreet possui uma rede de educação on-line, que inclui os sites Mundo Vestibular, Passeio Web e Vestibular São Paulo, com um acesso de cinco milhões de pessoas por mês.

Um levantamento da empresa sobre o perfil desse público mostra que 77% querem estudar em uma instituição privada, 53% são mulheres e 47% são homens. “O mercado brasileiro é muito promissor. Tenho certeza de que vamos nos dar bem por aqui”, aposta Yue, que não revela quantos clientes já contrataram a empresa.

Testado e aprovado
A Universidade Metodista de São Paulo optou recentemente pelo serviço de sites que faxem a captação de leads on-line. De acordo com Paulo Salles. diretor de Comunicação e Markecing da Metodista, a principal motivação para o uso do serviço está relacionada à precisão que o modelo oferece. “Diante de um universo enorme de candidatos a serem alcançados, com perfis socioeconômicos. preferências, demandas e aptidões diversificadas, corre-se o risco de falar com aqueles que não estão interessados na sua marca”, explica Salles.

Vencer a forte concorrência do mercado educacional é outro aspecto considerado pelas instituições que estão aderindo à geração de leads. “Sc antes de 2007 bastava ter uma faculdade e comunicar ao mercado que você existia ,para captar alunos hoje a oferta é maior que a demanda. Para uma instituição aumentar seu market share na graduação ela precisa reduzir o das concorrentes. Este cenário demanda um refinamento das estratégias de marketing. que aos poucos estão se tornando mais complexas”, ilustra Anita Ayres, coordenadora de marketing do grupo Ibmec, que desde o início de 2011 fax captação de alunos on-line.

“Convertemos entre 5% e 10% dos leads gerados. No entanto, é importante lembrar que o processo de compra e venda em educação é complexo. Os candidatos levam em média entre seis meses e um ano para tomar a decisão de em qual curso ou instituição irão se matricular”, ressalta Anita.

Num cenário em que se busca matricular quatro milhões de estudantes no ensino superior nos próximos anos. toda iniciativa para atrair novos alunos é considerada válida, na opinião de Paulo Barone. conselheiro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE). Contudo, ele ressalta que não adianta mobilizar sem realizar. “O processo não deve frustrar quem o procura, sob pena de manchar a imagem da instituição. É preciso ter responsabilidade com o consumidor”, alerta Barone.
De fato. uma resposta rápida ao potencial aluno é essencial para o sucesso do empreendimento, e a eficiência da captação de leads estará comprometida se a instituição não tiver uma central de atendimento para responder ao contato do candidato. “Nos EUA. o prazo médio para uma universidade contatar um lead ao receber sua ficha é de cinco segundos a no máximo 10 minutos. Aqui. varia de 12 a 24 horas. Já vi casos até de 48 horas. Isso põe em risco todo o processo”, avisa Pedro Yue.

Nesse sentido, para gerar resultados eficientes é necessário um processo de relacionamento afinado com o potencial aluno. Segundo Débora Guerreiro, da G5 Consultoria, 95% das instituições no Brasil não possuem uma estrutura comercial adequada para atender seu cliente, o aluno. “Se não houver investimento nisso também, a captação de alunos corre sério risco de não dar certo”, afirma.

Fonte: revistaensinosuperior.uol.com.br

2 Comments + Add Comment

  • Este modelo já tem sido adotado por outras empresas no país como o Guia EAD, ou ainda empresas intermediárias como a Adlead.

  • Este modelo também é o modelo da http://www.topformacao.com.br, mais um site otimo de geração de leads para o ensino.

Got anything to say? Go ahead and leave a comment!

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Newsletter

E-mail:

Inscrever
Desinscrever

Publicidade