Com classe C, Unibr pretende triplicar receita

jan 3, 2012 by     No Comments    Posted under: Destaque, Notícias

Quatro faculdades do litoral e da capital paulista acabam de anunciar a sua fusão. A União Brasileira Educacional (Unibr), que reúne a Faculdade São Vicente, a Faculdade de Caraguá, a Faculdade de São Sebastião e as Faculdades Integradas Paulistas, nasce com cerca de 6,5 mil alunos de graduação e pós-graduação, além de outros 3,5 mil que cursam o ensino infantil, fundamental, médio e técnico. Em 2011, o faturamento do novo grupo está próximo dos R$ 30 milhões.

A primeira tacada da Unibr foi a compra de uma instituição em Pedro Leopoldo (RS), que passa a ser o oitavo colégio do grupo. Os outros sete estão no Estado de São Paulo, mas a rede se mostra disposta a avançar ainda mais. “Estamos em negociação com uma instituição de Minas Gerais, cujo negócio deve estar concluído nos primeiros dias de janeiro”, afirmou ao Valor o presidente da Unibr, Valdir Lanza. “Nossa ideia é crescer no Brasil, ser um grupo que tenha parcerias”. Hoje, a rede de ensino está presente em 12 cidades, soma cerca de mil colaboradores diretos e tem mais de 40 mil metros 2 de área construída.

A expectativa da Unibr é triplicar o faturamento até 2016, para quase R$ 90 milhões, quando pretende atender 25 mil alunos. Ao longo dos próximos cinco anos, serão investidos R$ 30 milhões em infraestrutura, tecnologia da informação, equipamentos, contratação de pessoal, além de ações de marketing e pedagogia. Segundo Lanza, os recursos virão de capital próprio.

As faculdades atendem principalmente o público de classe C. As mensalidades giram em torno de R$ 350,00 e há demanda sobretudo para as carreiras ligadas à gestão, tecnologia da informação, porto, logística e petróleo.

De acordo com o empresário, a maior parte dos cursos têm classificação 3 e 4 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A escala do Enade vai de 1 a 5, sendo 5 a nota máxima. “Temos um ou outro problema pontual”, afirma Lanza, a respeito dos cursos que têm classificação inferior a 3.

Em 2012, a Unibr prevê receita de R$ 40 milhões, levando em conta o crescimento orgânico das atuais atividades. A proposta da rede, diz Lanza, é atuar em todos os níveis de ensino, do infantil à pós-graduação.

Um dos principais trunfos da Unibr para reduzir custos será o compartilhamento de serviços. Cada uma das faculdades tem autonomia e autorização de funcionamento. Mas elas devem compartilhar gestão de sistemas, de recursos humanos, as áreas de marketing e acadêmica.

As negociações para a fusão das instituições começaram em abril. A operação se deu por meio de troca de ações. Cada sócio da rede Unibr tem 25% de participação. Além de Lanza, o novo grupo tem como acionistas Fábio Merlin, Eduardo Samek e Paulo Cesso.

O pai de Valdir Lanza foi um dos fundadores da Faculdade do Morumbi, em São Paulo, em 1970, o embrião da Universidade Anhembi Morumbi. A família também criou naquela década a Associação Educacional do Litoral Santista (Aelis), que depois foi rebatizada com o nome de Unimonte, uma das principais de Santos e da qual a família se desligou em 2006.

“Hoje o mercado educacional vive um momento de consolidação, que exige novas práticas. Está absorvendo muitos profissionais de outras áreas, como de engenharia e do mercado financeiro. Antigamente, quem tocava e escola eram dois ou três professores”, afirma Lanza.

Esse cenário, diz o empresário, vem se desenvolvendo desde 1996, com a Lei Darcy Ribeiro. “Não só porque a lei permitiu que as instituições de ensino superior tivessem lucro, mas porque abriu o mercado, com a possibilidade de novos cursos e programas”. Com isso, diz, o sistema educacional ficou mais livre.

Fonte: valor.com.br

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