Universidade é despejada de sede em SP

dez 22, 2011 by     No Comments    Posted under: Destaque, Gestão Educacional, Notícias

Medida ocorreu porque universidade tem dívida de R$ 3 milhões referente a atrasos no pagamento de aluguel

 

 

 

Fundada há 41 anos, a Universidade São Marcos foi despejada ontem de seu tradicional campus no Ipiranga, na zona sul de São Paulo.

Os cerca de 2.000 estudantes da unidade ainda não foram comunicados oficialmente e há dúvidas para onde eles serão deslocados.

Há a possibilidade de ser oferecida a eles a transferência para o campus ABC da universidade, a 6 km dos prédios do Ipiranga, e que ainda precisa ser reformado.

Quase 20 caminhões já retiraram da unidade o mobiliário e documentações, inclusive as de estudantes.

O despejo aconteceu porque a universidade tem dívida de R$ 3 milhões em aluguéis atrasados com a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

A entidade é dona dos três prédios que compõem o campus e deixou de receber os pagamentos por cinco anos, diz o advogado da congregação, Carlos Henrique Braga.

Além da dívida com os aluguéis, a escola também enfrenta dívidas trabalhistas.

Por isso, a Justiça do Trabalho nomeou em setembro o interventor Carlos Roberto Galli para administrar a universidade e tentar colocar os pagamentos em dia.

 

 

ACUSAÇÕES

A medida causou tensão dentro da instituição. Segundo o reitor Ernani de Paula, o interventor não pagou intencionalmente a dívida. “Ele faz parte de uma quadrilha que quer vender a universidade e, para isso, tenta deixar a situação insustentável.”

O interventor rebate a crítica. Segundo ele, a congregação e a universidade fizeram acordo no ano passado para que os aluguéis atrasados fossem pagos em parcelas.

 

Segundo Galli, o reitor deixou de pagá-las antes que a intervenção começasse, o que levou à ordem de despejo.

 

Agora, a congregação diz que só aceita o pagamento da dívida à vista, mas a Justiça do Trabalho afirma que a universidade não tem condições de arcar com todo o valor.

 

 

O despejo foi determinado pela 1ª Vara Cível do Ipiranga no dia 25 de novembro. Ele só foi cumprido ontem porque era preciso esperar o fim do ano letivo. A Justiça Trabalhista disse que entrará em contato com o Ministério da Educação para saber como deverá proceder agora.

 

 

Fonte: Folha de SP

FÁBIO TAKAHASHI/TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

Foto: site Gafisa

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