Ex-alunos e o futuro das universidades

dez 15, 2011 by     No Comments    Posted under: Destaque, Notícias

O papel dos ex-alunos é relevante em toda atividade de desenvolvimento, estabelecimento de parcerias e na captação de recursos para campanhas de capital ou manutenção das instituições de ensino superior.

Essa prática é mais presente e tradicional na cultura americana, mas, recentemente, observa-se, de modo gradual, na América Central, América do Sul, Europa e Ásia, com resultados positivos.

Muitas vezes, pode-se pensar que a diferença cultural histórica entre o Brasil e os Estados Unidos inviabilizaria técnicas e experiências bem-sucedidas nesse país quanto à sustentabilidade das faculdades e escolas em geral.

No entanto, há soluções práticas eficazes. Aqui, temos de solicitar e estimular as doações e o envolvimento dos antigos alunos. À medida que tentamos métodos e técnicas para desenvolver e fortalecer esse relacionamento, adquirimos conhecimento específico e aprimoramento em captar recursos e fortalecer os estabelecimentos de ensino superior.

A primeira associação de antigos alunos foi criada na América do Norte, nos primórdios de 1800. Inicialmente, estava mais preocupada com interesses intelectuais e perpetuação de memórias. Os primeiros fundos formados por antigos alunos também apareceram no início desse período, com frequência promovendo o conceito de estabelecer em vida um capital específico para gerar uma renda destinada a ajudar os programas de uma faculdade ou universidade.

Os ex-alunos são a primeira e principal vanguarda para o suporte do desenvolvimento da universidade. Em 1913, houve um encontro de 23 diferentes escolas públicas e privadas, representando grande área geográfica dos Estados Unidos. Foi uma resposta a convite da Universidade do Estado de Ohio para se encontrarem e trocarem experiências.

No Brasil, o contato com ex-alunos é praticamente inexistente nas instituições. As universidades não fazem ideia de onde se encontram seus antigos alunos. Muitos podem estar ocupando posições altas na sociedade por conta da formação que receberam. É a partir daí que tudo se inicia. Um dos principais fatores de sucesso em um programa de captação de recursos é o acompanhamento de ex-alunos.

Saber onde estão e estabelecer contato periódico com eles, seja por cartas, eventos, e-mails ou mala direta é essencial. Os ex-alunos de universidades públicas ou privadas – os que pagaram, os que não pagaram para obter sua formação e também os bolsistas – devem reconhecer que a instituição foi vital para sua vida e sua carreira.

Qual deles recusaria contribuir para sua faculdade caso fosse adequadamente abordado? Universidades do Canadá contatam anualmente seus ex-alunos onde quer que estejam, até em outro continente. Todo ano eles recebem uma carta e também são convidados a fazer suas contribuições. E fazem, podem acreditar.

Todos os ex-alunos têm interesse de que a imagem de sua faculdade esteja bem. Assim, podem doar para financiar atuais bolsistas, prédios, reformas e melhorias. Dentre todos os doadores no mundo, só 12% o fazem por conta de incentivos fiscais.

Além desse aspecto, há outras motivações. Com certeza, um ex-aluno que tenha posses não recusará reformar ou até construir uma biblioteca que levará seu nome.

O cadastro do ex-aluno é vital. Ele tem de voltar à universidade e ser localizado. O desenvolvimento dessa cultura é muito importante para o Brasil, considerando que a perenidade e a constante evolução das instituições de ensino superior são fundamentais ao desenvolvimento e competitividade do País.

Fonte: brasileconomico.com.br

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