Insper firma parceria com Harvard

nov 1, 2011 by     No Comments    Posted under: Ações, Notícias

O Insper, por meio do Centro de Políticas Públicas, acaba de firmar parceria com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e o Centro de Desenvolvimento da Infância da Universidade de Harvard (Cambridge, EUA) com o intuito de cooperar com a geração e difusão do conhecimento relacionado à primeira infância (0-6 anos).  As instituições pretendem, ainda, trabalhar para que esse conhecimento possa ser aplicado na elaboração das políticas públicas prioritárias do país, nas três esferas de governo.

 As quatro instituições também criaram um fórum internacional de pesquisadores em primeira infância que atuam nas áreas de neurociência, educação, psicologia, medicina e economia. A parceria é a primeira iniciativa de Harvard fora dos Estados Unidos. O Brasil foi escolhido pelo lugar de destaque que tem ocupado, nos últimos anos, no cenário mundial.

 “As pesquisas mostram, cada vez mais, que a primeira infância é fundamental para o desenvolvimento posterior das pessoas, sua educação e inserção no mercado de trabalho”, comentou Naercio Menezes Filho, coordenador do CPP, centro de pesquisa dedicado à produção científica nos campos econômico e social. “Do ponto de vista econômico, investimentos nessa etapa são os que proporcionam maior retorno ao próprio indivíduo e à sociedade”, acrescentou o pesquisador do Insper. O conhecimento gerado e organizado pelas instituições associadas estará disponível para livre acesso de gestores públicos, especialistas, setor privado, escolas, universidades, centros de pesquisas e entidades envolvidas com as áreas de educação e infância.

Considerado o período mais importante da formação humana, a primeira infância tem sido objeto de pesquisas científicas, inclusive no campo da neurociência, que defendem mais atenção e interação cuidadosa com a criança nessa fase, já que seria o momento em que o cérebro está mais suscetível a ‘registrar’ estímulos externos. Segundo dados de Harvard, experiências de risco e situações de estresse prolongado no início da vida da criança podem afetar o desenvolvimento futuro ao alterar a sua estrutura genética, provocando mudanças físicas e químicas no cérebro que irão perdurar para o resto da vida.

Os achados internacionais postulam que tais vivências negativas estariam relacionadas com o surgimento de problemas nutricionais, de convívio familiar e podem, até mesmo, comprometer a efetividade de políticas educacionais direcionadas a períodos mais tardios da formação.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Insper

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