Como serão as universidades em 2020?

out 24, 2011 by     No Comments    Posted under: Destaque, Gestão Educacional

Ensino a distância, intensificação de intercâmbios,  aumento da interdisciplinaridade; especialistas projetam a universidade do  futuro

 

 

 

Programas de cooperação com outros países serão  mais frequentes. Boa parte dos cursos será oferecida a distância. Alunos de  graduação terão formação cada vez mais interdisciplinar.

Essas são  algumas das tendências que deverão formar o perfil da universidade na década de  2020, segundo Julio Cezar Durigan, vice-reitor da Universidade Estadual Paulista  (Unesp), que coordenou o 1º Ciclo de Debates “A universidade pública brasileira  no decorrer do próximo decênio” , realizado em agosto no campus  da Barra Funda, na capital paulista.

>

Uma das tendências mais lembradas  no encontro foi a crescente interdisciplinaridade. Almeida Filho falou sobre a  experiência da Universidade de Bolonha, na Itália, na qual os graduandos têm uma  formação genérica nos três primeiros anos e escolhem uma carreira específica,  fazendo um curso de mais dois anos.

“Na primeira fase, o estudante já  obtém o diploma de graduação, e, após os dois anos de especialização, sai com o  título de mestrado”, disse Durigan. No entanto, segundo ele, há vários  obstáculos para que esse modelo seja adotado no Brasil, como, por exemplo, a  falta de reconhecimento desse tipo de pós-graduação pela Coordenação de  Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

 

Os problemas  também são de ordem prática. “Se um estudante de engenharia, por exemplo, quiser  cursar disciplinas em ciências sociais, ele terá dificuldades. Por isso,  precisamos facilitar o acesso dos alunos a outras áreas”, afirmou.

>

intercâmbio com instituições de outros países foi outro ponto abordado no evento  e tido como fundamental para o desenvolvimento da pesquisa brasileira e para o  aumento de sua visibilidade no mundo.

>

As universidades paulistas também  investem no aprofundamento de intercâmbios com instituições para a dupla  titulação, em que o aluno faz parte de seu curso no Brasil e parte no exterior  e, na conclusão, obtém um diploma reconhecido pelos dois países.

 

>

Mais tempo para pesquisa

A universidade da próxima década também terá forte infraestrutura de tecnologias da informação e da comunicação (TIC), segundo os presentes no debate, uma vez que boa parte de sua função educacional deverá ser cumprida a distância.

>

O ensino a distância é capaz de atender mais pessoas e apresentar qualidade igual ou até superior à modalidade presencial, de acordo com o vice-reitor da Unesp. As TIC também serão uma ferramenta importante nas aulas presenciais. Os docentes deverão manter sites a fim de fornecer os conteúdos que serão abordados em sala de aula.

 “Estudos mostram que o aproveitamento do estudante está muito relacionado à disponibilização de material antes da aula, para que ele possa se preparar para o encontro com o professor”, disse o vice-reitor.

 

>

Outra previsão é que as novas tecnologias deverão proporcionar mais tempo para o docente se dedicar aos trabalhos de pesquisa e de extensão. Já os serviços de extensão das universidades estarão cada vez mais relacionados com projetos de inovação.

>

A informática será ferramenta fundamental também na gestão das universidades. “Por estar espalhada por todo o Estado de São Paulo, a Unesp, por exemplo, tem uma logística complexa. Temos que contornar essa questão com a ampliação das ferramentas de comunicação e informação”, disse Durigan.

>

A criação de planos de desenvolvimento institucionais foi apontada como alternativa para o problema da falta de continuidade de projetos nas universidades.

>

Durigan explica que a existência do Plano de Desenvolvimento Institucional da Unesp impede gestões personalistas em que programas iniciados em outras gestões são abandonados ou descontinuados por novas administrações.

>

“Pretendemos agora organizar outros debates e visitar as unidades da Unesp para que cada uma desenvolva o seu plano”, disse Durigan.

>
Participaram dos debates os professores Olgária Matos, da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luiz Antonio Constant Rodrigues da Cunha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gerhard Malnic (USP), Naomar Monteiro de Almeida Filho, reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Hélio Nogueira da Cruz (USP) e Marco Aurélio Nogueira (Unesp). Abriram a sessão o reitor da Unesp, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e o secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, Carlos Vogt.

 

>

Fonte: Fabio Reynol – Agência FAPESP

Got anything to say? Go ahead and leave a comment!

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Newsletter

E-mail:

Inscrever
Desinscrever

Publicidade