Conheça as EJs da USP

set 7, 2011 by     No Comments    Posted under: Destaque, Notícias

Parte de um movimento que se iniciou em 1967 na França e chegou ao Brasil no final dos anos 1980, as Empresas Juniores (EJs) têm ampliado cada vez mais seu espaço na USP.

 

Constituídas apenas por alunos de graduação, as EJs são associações sem fins lucrativos que têm o objetivo de permitir o contato dos estudantes com sua área de atuação, em serviços prestados a entidades, pequenas empresas e à sociedade.

 

No Brasil, estima-se que haja mais de mil EJs, nas quais trabalham cerca de trinta mil alunos. Dentro da USP, são trinta, que abrangem diferentes áreas. A pioneira na Universidade foi a Poli Jr, dos alunos da Escola Politécnica (Poli). Fundada em 1989, foi também uma das primeiras EJs a ser criada no país.

 

 

Para José Roberto Cardoso, diretor da Poli, as juniores desempenham um papel importante no preparo da carreira dos estudantes ao permitir que eles tenham contato com a estrutura de uma empresa e o universo que ela engloba.

 

“[Na Ej] eles já entendem como funciona a estrutura organizacional de uma empresa com todos os requisitos que isso exige: liderança, disciplina, cumprimento de prazos, ética nas negociações, e assim por diante.” José Vicente Caixeta Filho, diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq).

 

A unidade abriga as EJs Esalq Jr. Economia, Esalq Jr Consultoria e Esalq Jr. Florestal -, localizada no campus de Piracicaba da USP. O  professor concorda, e destaca que além de estimular o empreendedorismo, as EJs também possibilitam aos alunos um contato com problemas reais que serão vivenciados no ambiente profissional.

 

Na opinião de ambos, a vivência nas EJs é ainda um forte diferencial que se manifesta quando os alunos saem da faculdade para o mercado de trabalho.

 

“O mercado sabe que o aluno, quando está em uma EJ, vai ter o respaldo dos professores da instituição. É um conjunto de recursos humanos ainda sem vícios, isento e, quem sabe ainda, com muita clareza e seriedade naquilo que precisa ser feito”, constata o professor Caixeta.

 

Além disso, pelo próprio objetivo de prestarem serviços também à sociedade, as EJs expandem sua atuação e conseguem cumprir um dos objetivos da USP, que é o de dar retorno à população. Um exemplo de projeto com cunho social é o “Aprender para Empreender”, da FEA Jr., dos alunos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), que consiste em aplicar treinamentos em organizações do terceiro setor e que foi premiado com o primeiro lugar na edição 2010 do Prêmio de Qualidade da Federação de Empresas Juniores do Estado de São Paulo (Fejesp).

 

O Núcleo USP Jr Criado em 1993, o Núcleo USP Jr é responsável por não só integrar todas as EJs da USP, como também de representá-las e desenvolvê-las. Segundo Vinícius Almeida, presidente da entidade, o Núcleo surgiu como forma de estabelecer um alinhamento entre as EJs que começavam a surgir na época. Porém, conforme o Movimento Empresa Júnior (MEJ) ganhou força no Brasil e mais EJs foram criadas na USP, houve uma necessidade de reformular o Núcleo.

 

Em virtude disso, a entidade está desde 2009 passando por um processo de refundação, pelo qual pretende-se fortalecer o papel do Núcleo e ampliar o número de EJs a ele associadas – atualmente, são dezenove. Hoje, o Núcleo desenvolve várias atividades de treinamento voltadas a capacitação e aprimoramento das EJs e seus membros, um de seus objetivos principais.

 

Há quatro grandes eventos durante o ano: o Major, cujo objetivo é de apresentar o MEJ aos novos trainees das EJs; a Mostra de Cases, em que são apresentados casos de sucesso de empresas já consolidadas no mercado; e duas edições do Imersão USP Jr, no qual são feitas rodas de benchmarking, ou seja, as EJs se reúnem para trocar experiências sobre seus modelos de gestão.

 

De acordo com Almeida, esses eventos também trazem a proposta de fazer com que as EJs se conheçam e possam trocar experiências também fora desses espaços, cumprindo a missão do Núcleo de integrá-las. Além disso, o Núcleo também cumpre um papel importante de alinhar as EJs não só dentro do espaço da Universidade, como também fora dela.

“O núcleo traz para as Ejs da USP um alinhamento que é definido pela Brasil Jr e a Fejesp, para elas estarem alinhadas a nível nacional”, conta Almeida.

 

Fonte: Agencia USP de Notícias Beatriz Amendola

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