Games podem substituir as provas em aula

ago 18, 2011 by     No Comments    Posted under: Destaque, Notícias

Jogos online desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia  dos Materiais em Nanotecnologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de  Mesquita Filho (Unesp), em Araraquara, podem se tornar instrumentos de avaliação  dos professores em sala de aula.

 

 

Como num tabuleiro, o estudante seleciona um avatar e a disciplina que vai  testar. No ensino médio, estão no ar os desafios para matemática, química,  física, biologia, história e geografia.

 

Totalmente gratuito – e disponível em quatro versões no endereço: http://www.ludoeducativo.com.br/–, o Instituto ainda criou uma edição especial de combate à dengue, por meio do  qual a criança só avança se destruir os focos da doença e não se deixar picar  pelo mosquito contaminado.

 

 

“As crianças gostam de jogos que dão tiros, mas nós queremos formar  cidadãos”, explica Elson Longo, coordenador do instituto da Unesp e do Centro  Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos. A previsão é que  até o fim do ano mais quatro games estejam disponíveis, entre eles, um voltado  para a proteção do meio ambiente.

 

 

O programa virtual criado para medir o aprendizado do aluno permite  identificar os melhores colocados. Como no tabuleiro, há um dado virtual. O  jogador anda o número de casas correspondentes e é feita uma pergunta sobre o  tema escolhido em forma de teste.

 

 

Se errar, volta o número de casas que andou e perde pontos. No total, são 2,1  mil questões de ensino médio e 6,3 mil para o fundamental 1 e 2 juntos. O  sistema não exclui perguntas, só inclui.

 

 

“O professor pode usar o jogo para verificar como os alunos estão na  disciplina”, sugere Longo. “Estatísticas de cada situação de acerto ou erro  permitem ao professor saber com segurança o que o aluno precisa saber mais ou  não”, afirma o pesquisador.

 

 

Há 3 anos, uma empresa, em parceria com universidades públicas e agências de  fomento em Recife, capital de Pernambuco, desenvolveu um projeto chamado  Olimpíadas de Jogos Digitais e Educação (OjE).

 

Com 100 mil alunos cadastrados naquele Estado e no Rio de Janeiro, o site se  tornou uma verdadeira rede social, com a diferença de que, nesse caso,  compartilham conhecimento.

 

 

Segundo Luciano Meira, professor do Departamento de Psicologia da  Universidade Federal de Pernambuco e coordenador do OjE, o game une jogos  casuais tematizados e enigmas. Há, por exemplo, uma aventura em uma nave na  corrente sanguínea. O nível das questões é elevado. “O jogo é para o estudante  se encantar com o mistério e ir atrás das respostas”, define Meira.

 

 

Fonte: Jornal da Tarde

ISIS BRUM

12/08/11

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