Colégio Dante Alighieri comemora 100 anos

ago 17, 2011 by     No Comments    Posted under: Notícias

Uma das mais tradicionais escolas de São Paulo está fazendo 100 anos

 

Fundada em 9 de julho de 1911 como Istituto Medio Italo-Brasiliano Dante Alighieri, a instituição prepara uma série de eventos para celebrar seu centenário.

Entre os ex-alunos famosos do Dante estão o jurista Miguel Reale, o físico César Lattes e o senador Aloysio Nunes Ferreira.

Confira 10 coisas sobre o Colégio:

 

1 – O colégio foi fundado por empresários vindos da Itália. Eles queriam que seus filhos estudassem em uma instituição que reforçasse os laços com a terra natal. Com doações que somaram R$ 23,48 milhões (em valores atuais), a escola foi aberta no dia 9 de julho de 1911, com “caráter estritamente laico”, como diz o estatuto

 

 

 

2 – O quarteirão que a instituição ocupa nos Jardins tem 19,8 mil m2. Mas os primeiros “dantinos” -como a escola chama seus alunos, que preferem se utodenominar “dantescos”- estudaram antes em um imóvel no centro e em outro na Liberdade. A mudança para perto do parque Trianon ocorreu em 1913.

 

 

3 – O colégio serviu de abrigo para cerca de 300 pessoas que perderam suas casas durante a Revolução de 1924.

 

 

4 – O atual presidente da instituição, José de Oliveira Messina, 83, conta que em 1946, quando estava no último ano, ele e os amigos amarraram um fio de náilon no badalo do sino e conseguiram tocá-lo. Atualmente, o badalo é retirado nos últimos meses do ano letivo para evitar a baderna.

 

 

5 – Quando o Brasil declarou guerra aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão), as aulas de italiano foram proibidas no Dante, que se chamava Istituto Medio Italo Brasiliano Dante Alighieri. Outra intervenção foi a mudança de nome para Colégio Visconde de São Leopoldo. Só em 1946, após a Segunda Guerra, veio o atual.

 

 

6 – O colégio funcionou até meados da década de 1940 como internato. Para os alunos que iriam viver ali, o enxoval incluía um travesseiro de paina, seis guardanapos e talheres de metal branco. Entre as roupas e acessórios, os pais deveriam providenciar um chapéu de palha comum, com fita preta, e um traje escuro “para cerimônias e para saídas”.

 

 

7 – A peça do uniforme que faz mais sucesso é a saia xadrez. Mas, antigamente, as meninas usavam uma versão pouco charmosa -o que ajudou a empresária, consultora de moda e ex-aluna Costanza Pascolato, 71, a descobrir sua vocação para a moda. Para fugir da mesmice, ela customizava seu uniforme. “Era um sucesso”, diz Celso Lafer, 69, ex-chanceler brasileiro que estudou no Dante na mesma época de Costanza.

 

 

8 – Uma das histórias mais célebres, ouvida até hoje nos corredores do colégio, é a dos alunos que soltaram um porco coberto de gordura no pátio, nos anos 1960. O publicitário Celso Loducca, 52, se lembra bem do “causo”, já que foi suspenso por ser um dos autores da malandragem.

 

 

9 – Alguns números do Dante: são 4.200 alunos, 680 funcionários (sendo 260 professores), cinco edifícios, 65 mil volumes no acervo da biblioteca, oito salas de informática e 38 ônibus escolares.

 

 

10 – O colégio se orgulha de ter como estudantes vários filhos e netos de ex-alunos. É o caso da família Piccioni, que já está na terceira geração “dantina”. A matriarca, Catharina Colasuonno Piccioni, entrou em 1946 e conheceu o marido por lá. Casou-se e matriculou as filhas no Dante, a segunda geração. A terceira geração -e por enquanto a mais recente- é formada pelas netas de Catharina, Alessandra, 13, e Amanda, 7.

 

 

 

Livro: “Colégio Dante Alighieri – Um Século de História, Cultura e Educação”, e o livro “Colégio Dante Alighieri – 85 Anos”, de Ebe Reale

 

Fonte: @vejasp

LUISA ALCANTARA E SILVA

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