Entrevista c/ diretora de regulação do MEC

jun 21, 2011 by     No Comments    Posted under: Destaque, Entrevistas, Notícias

Leia na íntegra, entrevista com Andréa Andrade diretora de regulação e supervisão da educação profissional e tecnológica do MEC, sobre a expansão dos cursos tecnológicos nos próximos anos, para o jornal Folha de São Paulo.

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Tecnológicos vão manter expansão

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“Ainda há muito a crescer”. É o que afirma Andréa Andrade, diretora de regulação e supervisão da educação profissional e tecnológica do MEC, quando perguntada sobre a oferta de cursos superiores tecnológicos.

Segundo a pesquisadora, não apenas em número de vagas, mas também na divresidade de carreiras.

Foi essa uma das razões que a levaram à sua pesquisa de mestrado, defendida em 2009 na UnB (Universidade de Brasília), em que desenhou o perfil dos estudantes dos cursos tecnológicos.

No estudo, Andrade aponta que o principal atrativo dessas formações é a expectativa de inserção é a expectativa de inserção rápida no mercado de trabalho – fatores como duração menor  e custo mais baixo são menos determinantes.

“Formações específicas estão longe da saturação” afirma resposável pela regulação de cursos no MEC


Leia a seguir os principaisi trechos da entrevista.

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Folha – A oferta de cursos superiores de tecnologia teve um crescimento, na última década, de cerca de 1.500% no país. O que motivou essa explosão?

Andréa Andrade – Esse crescimento está inserido no fenômeno conhecido como diversificaçaão da oferta do ensino superior. Há três décadas, o número e a tipologia de cursos tecnológicos existentes eram bem inferiores ao que temos hoje. Foi uma demanda tanto da academia, do mercado, quanto dos próprios estudantes.

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Pode explicar o que é essa diversificação?

Para dar um exemplo fora dos cursos tecnológicos: eu sou engenheira eletricista e, quando me graduei, não havia firmação para a tecnologia do celular. Agora, essa é uma demanda necessária.

Trabalhar como tecnologia de comunicação sem fio e telefones móveis requer uma formação muito específica.

Outro exemplo é o curso de logistíca. Há alguns anos, para trabalhar nessa área, era necessário fazer uma graduação em administração de empresas.

Mas nesse curso, possívelmente, a parte de logística era contemplada por apenas uma ou duas disciplinas. Com o avanço das relações comerciais, a logística tem se tornado cada vez mais importante. Passou a ser requerido um profissional com formação específica.

“Os cursos tecnológicos devem se estabilizar entre 35% e 40% da oferta. Hoje, no  Brasil, eles representam 15%

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Esse crescimento tenda a estabilizar. Há risco de saturação nos próximos anos?

Isso é uma tendência mundial. Olhando a experiência de outros países, os cursos tecnológicos devem se estabilizar entre 35% a 40% da oferta (total de cursos de ensino superior). Hoje, no Brasil, eles representam 15%, a depender do levantamento e da área. Mas creio que esse crescimento vai persistir por muitos anos.

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Pensando no estudante jovem, que acaba de sair do ensino médio: optar por um cursos tecnológico é “arriscado”?

O curso tecnológico, por ser mais focado, exige que o aluno tenha certeza do que vai encontrar e se é isso que ele quer fazer. Em um curso generalista, talvez, a possibilidade de escolhas durante o prórpio curso seja maior.

Indicado os cursos tecnológicos para estudantes recém-chegados do ensino medio sim, desde que estejam bem informados sobre o curso e a profissão. Mas isso talvez não seja um problema. Sabemos que o jovem de hoje  tem mais informaçõa do que as geração anteriores.

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Atualmente, a maior parte da oferta de tecnológicos está nas instituições privadas. É mais vantakoso investir nesses cursos (enor duração)?

Esses cursos exigem profissionais com experiência de mercado. São mais caros e mais difíceis de montar. A vantagem para as escolas, na minha opinião, está na ampliação do leque de oferta, que pode atrair mais alunos.

 

 

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Fonte: Jornal Folha de São Paulo – 22/05/2011

Daniela Mercier

De São Paulo

 

 

 

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