Mensalidade escolar está 8,36% mais cara

mai 2, 2011 by     No Comments    Posted under: Destaque, Notícias

Enquanto diversos setores da economia reclamam de falta de mão de obra qualificada, quem tenta estudar e se preparar melhor para o mercado de trabalho encontra cursos, em média, 8,36% mais caros que no ano passado. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, este foi o aumento registrado pelos cursos particulares entre janeiro e março deste ano.

É a maior alta dos últimos cinco anos. O principal reajuste foi identificado nas mensalidades de cursos superiores: 9,5%.

“Há muitos anos as instituições de ensino superior não têm conseguido nem repassar a inflação para as mensalidades, mas chegamos a um ponto em que a pressão dos custos obrigou as instituições a reposicionarem preços para tentar recuperar um pouco as perdas registradas nos anos anteriores”, afirma Rodrigo Capelato, diretor executivo do sindicato que representa as instituições de Ensino Superior (Semesp).

Ele argumenta que a inflação medida pelo IPCA ficou em 19,91% nos últimos cinco anos, enquanto a variação de preços do ensino superior registrou 15,21% no mesmo período.

Além disso, ele informa que o surgimento de novas universidades com perfil mais popular fez o preço médio das mensalidades cair de R$ 532 em 1999 para R$ 367 em 2009.

Mas agora a tendência volta a ser de preços em alta. “Os professores e demais funcionários das instituições de ensino tiveram aumento real de 1,2% em 2010, além da inflação de mais de 6% do ano”, diz José Augusto de Mattos Lourenço, presidente do Sieeesp, o sindicato que representa as instituições do ensino infantil ao médio. “E a mão de obra corresponde de 50% a 70% dos custos de uma escola”, justifica.

Além dos custos de mão de obra, Lourenço cita o aumento dos alugueis e das tarifas de energia como fatores que fizeram as escolas reajustarem seus preços. Mas admite que aumentar o valor das mensalidades só foi possível porque a procura pelos cursos só tem aumentado.

“Uma economia em crescimento demanda pessoas mais preparadas. Por isso a procura por cursos só cresce”, diz Lourenço. “Além disso, as pessoas que ascenderam à classe C têm como meta melhorar sua formação.”

Os alunos podem até concordar que o custo do ensino está mais alto, mas acreditam que se trata de um bom investimento. Por isso, enquanto a mensalidade couber no bolso, haverá procura.

“Eu não pretendo parar de estudar tão cedo”, diz Mari Polesi, de 33 anos, que se formou em administração de empresas há sete anos e desde então faz cursos de especialização em paisagismo – hoje é matriculada na pós-graduação.

Mari calcula gastar de R$ 600 a R$1 mil por mês com os cursos, mas não se arrepende. “Estar atualizado e ter conhecimento técnico e teórico é o que permite que o profissional faça um bom trabalho”, diz a paisagista, que hoje assina projetos para empreendimentos de luxo.

Fonte: @jornaldatarde_

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