FMU: Inclusão social no carnaval paulistano

mar 11, 2011 by     1 Comment     Posted under: Ações, Destaque

As escolas de samba Rosas de Ouro e Camisa Verde e Branco, respectivamente, contaram em seus ensaios com a participação de grupos de deficientes visuais selecionados e divididos pela Fundação Dorina Nowill. As visitas, que ocorreram nas quadras das agremiações, permitiram que os participantes tocassem os instrumentos musicais da bateria e em algumas fantasias de Carnavais anteriores e do atual, para, assim, sentirem a textura dos tecidos e dos adornos.

A ação faz parte do projeto “Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer”, uma parceria da Prefeitura de São Paulo, da SPTuris e do Complexo Educacional FMU que reproduzirá fantasias, com professores e alunos do curso de Moda, e carros alegóricos em maquetes – desenvolvidos pelo curso de Arquitetura da Instituição –, para que os deficientes visuais possam sentir e imaginar o trabalho que as escolas apresentarão na avenida.

Na quadra da Rosas de Ouro, cerca de 20 entusiasmados participantes do projeto receberam um descritivo do enredo em Braille, bem como a letra do samba para cantarem junto com o intérprete da escola.

A Camisa Verde e Branco também foi bastante receptiva e proporcionou uma noite animada aos visitantes. Para representar a escola, a diretora de eventos, Duda Ribeiro, fez questão de saudar todos os envolvidos no projeto, logo após enfatizar a história da Verde e Branco e o enredo escolhido para este ano – “Paulista Viva, Veste a Camisa. A Mais Paulista das Avenidas” –, uma homenagem à Avenida Paulista.

“Esse projeto é de grande valor para a nossa escola. Parabéns aos colaboradores. Nós estamos particularmente envolvidos e agradecemos essa experiência com vocês”, disse Duda.

Um pouco depois, os deficientes visuais puderam conhecer e tocar o pavilhão, as fantasias e se divertiram com os instrumentos, sempre bem assessorados pelos integrantes da bateria da escola.

E, para dar mais detalhes técnicos sobre os materiais utilizados nas fantasias, o estudante do curso de Moda da FMU, Gabriel Presto, foi objetivo. “No início, a discussão maior era sobre o principal foco da fantasia. A perfeição da réplica ou o acabamento do material? Acabamos decidindo pelo acabamento, pois o material usado (polietileno) não contém itens pontiagudos e visa um cuidado maior com os deficientes, além da preocupação com os detalhes, a originalidade e o volume”, comentou Presto.

Além de levar essas pessoas para o ensaio técnico das escolas, o projeto “Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer” terminará somente no Sambódromo paulistano, onde todos poderão aproveitar o Carnaval deste ano.

Algumas fotos do projeto

Fonte: @fmuoficial

Nos últimos dias 30 de janeiro e 02 de fevereiro, as escolas de samba Rosas de Ouro e Camisa Verde e Branco, respectivamente, contaram em seus ensaios com a participação de grupos de deficientes visuais selecionados e divididos pela Fundação Dorina Nowill. As visitas, que ocorreram nas quadras das agremiações, permitiram que os participantes tocassem os instrumentos musicais da bateria e em algumas fantasias de Carnavais anteriores e do atual, para, assim, sentirem a textura dos tecidos e dos adornos.

A ação faz parte do projeto “Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer”, uma parceria da Prefeitura de São Paulo, da SPTuris e do Complexo Educacional FMU que reproduzirá fantasias, com professores e alunos do curso de Moda, e carros alegóricos em maquetes – desenvolvidos pelo curso de Arquitetura da Instituição –, para que os deficientes visuais possam sentir e imaginar o trabalho que as escolas apresentarão na avenida.

Na quadra da Rosas de Ouro, cerca de 20 entusiasmados participantes do projeto receberam um descritivo do enredo em Braille, bem como a letra do samba para cantarem junto com o intérprete da escola.

A Camisa Verde e Branco também foi bastante receptiva e proporcionou uma noite animada aos visitantes. Para representar a escola, a diretora de eventos, Duda Ribeiro, fez questão de saudar todos os envolvidos no projeto, logo após enfatizar a história da Verde e Branco e o enredo escolhido para este ano – “Paulista Viva, Veste a Camisa. A Mais Paulista das Avenidas” –, uma homenagem à Avenida Paulista.

“Esse projeto é de grande valor para a nossa escola. Parabéns aos colaboradores. Nós estamos particularmente envolvidos e agradecemos essa experiência com vocês”, disse Duda.

Um pouco depois, os deficientes visuais puderam conhecer e tocar o pavilhão, as fantasias e se divertiram com os instrumentos, sempre bem assessorados pelos integrantes da bateria da escola.

E, para dar mais detalhes técnicos sobre os materiais utilizados nas fantasias, o estudante do curso de Moda da FMU, Gabriel Presto, foi objetivo. “No início, a discussão maior era sobre o principal foco da fantasia. A perfeição da réplica ou o acabamento do material? Acabamos decidindo pelo acabamento, pois o material usado (polietileno) não contém itens pontiagudos e visa um cuidado maior com os deficientes, além da preocupação com os detalhes, a originalidade e o volume”, comentou Presto.

Além de levar essas pessoas para o ensaio técnico das escolas, o projeto “Carnaval Paulistano: Só Não Vê Quem Não Quer” terminará somente no Sambódromo paulistano, onde todos poderão aproveitar o Carnaval deste ano.

1 Comment + Add Comment

  • Nao podemos deixar de fora a Escola de samba Mocidade Alegre que tb fez parte do projeto.
    Aproveito para acrescentar que participar deste projeto me fez tomar consciencia que o que nao pode ser visto pode ser sentido com o mesmo entusiasmo pelos outros sentidos. Neste caso, o Tato, a Audição e talvez ate o olfato.
    Foi tudo maravilhoso.
    Parabens aos alunos pela dedicação.

Got anything to say? Go ahead and leave a comment!

XHTML: You can use these tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Newsletter

E-mail:

Inscrever
Desinscrever

Publicidade