Universidades portuguesas nas redes sociais

fev 23, 2011 by     No Comments    Posted under: Cases, Destaque, Redes Sociais

O Facebook não é apenas uma moda passageira. O seu CEO, Mark Zuckerberg, foi considerado a “Pessoa do Ano” de 2010 pela revista Time e um filme sobre a sua vida, “A Rede Social”, está entre os principais candidatos ao Óscar de Melhor Filme. Já em 2011, a sua rede social esteve no centro da comunicação entre os manifestantes que levaram à mudança de regime no Egipto, um movimento que chegou a ser apelidado de “Revolução do Facebook”. As redes sociais não são apenas uma moda passageira e as universidades só têm a ganhar em aceitar esta realidade.

Uma das áreas em que estes meios ganham grande força é na captação do interesse de alunos internacionais, uma prioridade comum a qualquer instituição de ensino superior. “A dinamização de uma presença do Gabinete de Relações Internacionais da Universidade de Aveiro (UA) no Facebook é uma importante ferramenta de aproximação desta estrutura ao seu público, disperso pelo mundo inteiro, e dos próprios alunos estrangeiros entre si”, explica José Alberto Rafael, vice-reitor da UA, que conta com uma presença institucional no Facebook e no Twitter, entre outros.

Os responsáveis das universidades lembram, porém, que não basta entrar cegamente nesta área para tirar partido destas novas tecnologias. Joana Santos e Silva, directora de marketing e comunicação da Católica-Lisbon School of Business & Economics, aponta que, para que consiga uma interacção eficaz entre os alunos e as instituições, “as redes sociais não podem actuar como meio de comunicação isolado”, têm de fazer parte de uma estratégia integrada. A escola de negócios da Católica está presente em meios como o Facebook, o LinkedIn ou o Twitter.

Rápidas a pensar, lentas a executar

Vivemos portanto num mundo de constante revolução tecnológica, um universo de possibilidades ilimitadas que cresce a uma velocidade supersónica. Um mundo, se calhar, demasiado rápido. Em muitos casos a tecnologia tem de esperar que a sociedade a acompanhe. De facto, se é verdade que a maioria das universidades está atenta à realidade da importância das redes sociais, muitas ainda não exploram o seu total potencial.

“Não vale a pena esconder um facto : as universidades são rápidas a pensar, mas lentas a executar”, explica João Lemos Diogo, coordenador da pós-graduação em Social Media Marketing do IADE. O professor reconhece, no entanto, que está a ser feito, pelo menos, um esforço nesse sentido.

Assim, mais do que resistência à mudança, o sentimento que parece dominar o pensamento de muitas das universidades neste assunto é hesitação. “A utilização das redes sociais pelas organizações tem sido relativamente tímida ou experimental, como é, aliás, o nosso caso”, revela Miguel Mira da Silva, professor do departamento de Engenharia Informática do Técnico, que utiliza o Facebook para divulgar os seus eventos e recolher feedback dos alunos. “As organizações existentes querem primeiro perceber como funciona este maravilhoso mundo novo para não correrem riscos demasiado elevados”, defende.

A Universidade de Lisboa é outra universidade que, apesar de estar presente no Facebook, está ainda na fase de planeamento da estratégia com que vai atacar estes novos meios, um trabalho que “urge ser feito”, defende Maria Amélia Martins-Loução, vice-reitora da Universidade de Lisboa. Ainda assim, a responsável considera inegável a importância destas redes não só nos relacionamentos com os alunos mas também na ligação entre estes e as empresas.

Centros de emprego virtuais

Cada vez mais, a aposta nas redes sociais é uma componente essencial no apoio ao aluno que procura emprego no final do curso. “Não estar nas redes sociais, para uma Universidade, é quase como não existir”, reforça Ana Zuzarte, directora de marketing do ISEG, que começou, desde Junho de 2010, a apostar numa presença mais constante nas redes sociais, em particular no Facebook. “Este ano de 2011, estamos também a usar muito o Facebook para o recrutamento, em particular para o anúncio das visitas das empresas que vêm à nossa escola para fazerem recrutamento. É impressionante como em poucos minutos se conseguem resultados que noutros tempos levavam dias, semanas”, salienta.

Menos crente na força imediata das redes sociais está Rafael Agostinho, da Universidade de Coimbra, que aposta tanto no Facebook como em meios como Twitter ou iTunes U. “Se, por um lado, é certo que o recrutamento e a selecção tendem a recorrer cada vez mais a suportes online, por outro lado a contratação não poderá abrir mão – pelo menos num futuro próximo e de forma massificada – de um contacto em espaço físico partilhado entre quem contrata e quem é contratado”, lembra o responsável da divisão de identidade, imagem e comunicação da universidade.

Num meio como as tecnologias informáticas, prever quais vão ser as tendências no futuro pode ser tão científico como acertar na lotaria. No entanto, ignorar as redes sociais, agora e para o futuro, pode ser um erro fatal. A Universidade da Beira Interior (UBI) utiliza a sua presença em meios como o Facebook, Twitter ou YouTube para, por exemplo, ajudar as empresas a conseguir ,”de uma forma gratuita, rápida, dinâmica e mobilizadora fazer chegar a um enorme conjunto de pessoas as suas pretensões e as suas propostas concretas, permitindo uma extraordinária interactividade com os potenciais candidatos”, afirma Rogério Palmeiro, do Gabinete de Saídas Profissionais da UBI. Na sua opinião, “o futuro irá confirmar o ‘online’ como principal forma de recrutamento e selecção por parte das entidades empregadoras”.

Fonte: sapo.pt – Portugal Online

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