Baixa escolaridade impede a busca por IES

jan 26, 2011 by     1 Comment     Posted under: Destaque, Notícias

Pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), realizada pelo Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa, mostra um panorama das perspectivas educacionais dos jovens que vivem nas principais capitais do país.

Perspectivas de ingresso no ensino superior
Pouco mais de um em cada quatro jovens (26%) com 18 a 24 anos que vivem nas regiões metropolitanas das maiores capitais do país estão, em princípio, excluídos da possibilidade de tentar ingressar no nível superior, por não terem sequer ingressado no Ensino Médio.

E mesmo dentre os jovens metropolitanos entre 18 e 24 anos que completaram essa etapa, uma parcela significativa tem limitações de aprendizagem que praticamente inviabilizam a continuidade dos estudos: cerca de 12% dos jovens metropolitanos com ensino médio completo ou incompleto e 3% daqueles com nível superior completo ou incompleto podem ser considerados analfabetos funcionais.

É ainda significativa a parcela destes jovens (40% daqueles que concluíram ou estão cursando o Ensino Médio e 18% dos que cursam o superior) com nível de alfabetismo Básico e que, embora tenham condições de prosseguir os estudos, poderão ter limitações significativas para absorver o conteúdo que lhes seja oferecido ou contam com suprir, na faculdade, as deficiências acumuladas em sua trajetória escolar.

Os jovens do ensino médio

O Inaf Jovens investigou ainda o grau de conhecimento e interesse dos jovens entre 15 e 24 anos  em relação aos cursos ou iniciativas oferecidas  para o ingresso no ensino superior: 49% dos jovens metropolitanos que cursam ou concluíram o ensino médio afirmam conhecer programas de bolsas pa ra cursar faculdade privada, como o ProUni, porém, somente 20% afirmam pretender participar deles nos dois anos seguintes à realização da pesquisa. Além destes, 10% teriam interesse, mas acham que não têm condições de participar, não preenchem os requisitos necessários ou não acreditam que consigam passar na seleção.

Dos jovens que cursam ou concluíram o ensino médio, 50% conhecem os cursinhos pré-vestibular pagos, sendo que 14% dizem pretender cursar nos próximos 2 anos e 12% dizem não terem condições de participar de tais cursos. Em relação aos cursinhos pré-vestibulares gratuitos, 45% dizem conhecer, 22% afirmam ter interesse em participar nos próximos 2 anos e 5% afirmam ter alguma dificuldade em participar.

É interessante notar que a percepção das próprias limitações se converte em barreira para a continuidade dos estudos. Com efeito, 60% dos que pretendem fazer cursinhos pré-vestibulares pagos têm nível pleno de alfabetismo, 33% nível básico e somente 7% nível rudimentar. O mesmo ocorre com relação aos cursinhos gratuitos: 50% dos que pretendem cursar têm nível pleno, 42% básico e 8% rudimentar.

Em relação às vagas reservadas para alunos de escola pública ou negros em universidade pública (cotas), 24% daqueles que cursam ou concluíram o ensino médio conhecem esse tipo de iniciativa e  5% dessa mesma população declara ter intenção de usufruir desta possibilidade.

Clique aqui e confira a pesquisa completa

Uma Resposta para “Baixa escolaridade impede a busca por IES”

  1. Juliana Magalhães disse:

    Pois é, e os índices vão crescendo cada vez mais…
    Não adianta o surgimento de projetos e programas para facilitar o ingresso nas Universidades se não for investido na base escolar. Por que é tão fácil e lógico entender e mesmo assim é tão difícil funcionar na prática?

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